A Terapia Ocupacional no contexto pós Guerras Mundial
Anos 60
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| MARY REILLY |
O tratamento com trabalho manual foi se direcionando a ocupações mais funcionais, e ocorreu uma alta demanda por terapeutas na reabilitação de comprometimentos físicos. Para cuidar dos feridos na guerra, reorganizou-se os Veterans Administration Hospitals, com departamentos de Medicina Fisica e Reabilitação. Neste período a AOTA estabeleceu laços mais firmes com a AMA (American Medical Association), na esperança de aumentar a credibilidade cientifica e médica da profissão. A medida que houve essa ligação entre essas associações, foi gerado pressões sobre a Terapia Ocupacional para estreitar sua definição de serviços e abandonar alguns dos objetivos humanistas dos fundadores.Por volta dos anos 60, Mary Reilly, Terapeuta Ocupacional, juntamente com outros terapeutas, em um artigo na 45º Conferência Anual da AOTA, encontra um problema: “Qual a definição da Terapia Ocupacional? ”. Com isso investigaram sobre o comportamento ocupacional; questões próprias da T.O; o que motiva as pessoas estarem em ocupação; motivações do paciente; como as crianças se adaptam a brincadeiras; como os adultos lhe dão no trabalho e como as pessoas trabalham o tempo. Ou seja, investigaram o que a Terapia Ocupacional faz, independente da área afim, e torna-se o foco a ocupação.
Nesse período também, os terapeutas ocupacionais foram convocados a se especializarem para fortalecer as técnicas de tratamento. Em torno de 1967, a profissão tinha duas áreas de especialização- as incapacidades físicas e a disfunção psicossocial, e uma emergente, a pediatria. Os anos 60 trouxeram também algumas mudanças para o modelo de tratamento, o movimento de institucionalização deslocou pacientes dos hospitais para centros comunitários de saúde mental. Esses centros adotaram a forma de tratamento ambiental, assim os terapeutas ocupacionais tinham espaço para a avaliação funcional e tratamento dos pacientes.
Anos 80
No final dos anos 60 até os anos 80, ocorreram varias e rápidas mudanças na sociedade e no contexto da Terapia Ocupacional. A prática dessa profissão tornou-se especializada e se expandiu aos setores dos cuidados da saúde, se localizando além dos hospitais.
A partir dos anos 80, o foco analítico volta-se a relação das pessoas com a ocupação em diferentes contextos. Buscam compreender e atuar na reabilitação, tratamento e promoção da saúde em relação a independência maior possível nas ocupações e o estudo do impacto das patologias no cotidiano.
Anos 90
A Terapia Ocupacional foi uma grande beneficiaria da tendência dos cuidados da saúde. Hoje em dia os serviços dessa profissão estão sendo oferecidos em clinicas particulares, asilos, creches, casas de repouso, ambulatórios, escolas públicas, locais de trabalho e hospitais. No ano de 1995 foi constatado 43 países participando da Federação Mundial de Terapia Ocupacional (WFOT), além disso, certificou-se 89 programas profissionais e 86 programas técnicos. Entretanto, ainda se depara com muitos desafios como:
- O uso aumentado de auxiliares de terapia ocupacional para substituir os terapeutas formados;
- As políticas de reembolso e de cuidados de saúde dirigidas por aspectos financeiros;
- Sociedade que coloca menor ênfase sob os cuidados e valores humanitários;
- Grupo de disciplinas desde a psicologia até a enfermagem que também avocam a realização da função;
- Os recursos financeiros diminuídos para o cuidado da saúde.
Referencias Bibliográficas
SCHWARTZ, Kathleen. A história da terapia ocupacional. In: Willard & Spackman. Terapia ocupacional. 10° edição. Buenos Aires: Editora Panamericana, 2003. Cap 49, p. 796-805

